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Boto-de-Lahille ganha vida na orla do Cassino

A Praia do Cassino acaba de ganhar um novo ponto de encontro: a escultura do Boto-de-Lahille, mamífero marinho raro que habita a orla há décadas. O monumento celebra a identidade cultural e ambiental de Rio Grande — e convida moradores e visitantes a descobrirem por que essa orla é verdadeiramente especial.
Uma escultura metálica, lisa e brilhante de um boto, fixada no alto de um poste de metal. A estátua está posicionada ao lado de uma passarela de madeira sobre a areia da praia. Ao fundo, a paisagem mostra a extensão da praia e as ondas do mar sob um céu com tons suaves de rosa e laranja do nascer ou pôr do sol. A luz dourada do sol reflete intensamente no dorso da escultura.

O Boto-de-Lahille é o vizinho mais famoso da Praia do Cassino — e agora ele ganhou forma permanente na orla. Uma escultura em tamanho natural celebra o mamífero marinho que habita essas águas há décadas e que foi reconhecido como patrimônio natural e cultural de Rio Grande. 

Mais do que arte pública, o monumento conta a história de uma cidade que cuida do seu mar — e transforma cada caminhada à beira-mar em uma experiência com significado.

O Boto-de-Lahille que mora ao lado de você

A Praia do Cassino não é apenas a maior praia do mundo — com mais de 254 km de extensão contínua e águas abertas do Atlântico Sul. Ela também é o lar de uma espécie extraordinária.

O Boto-de-Lahille (Tursiops truncatus gephyreus) vive exclusivamente nas costas do Brasil, Uruguai e Argentina. A maior concentração do planeta está aqui: cerca de 90 a 100 indivíduos habitam o estuário da Lagoa dos Patos, em Rio Grande, e circulam pela orla do Cassino — que é oceano Atlântico, e não lagoa — com frequência. É o mar aberto, salvo e vigoroso que banha essa costa.

Em resumo: quem nada, caminha ou toma sol nessa praia divide o espaço com um dos mamíferos mais raros do planeta.

Fotografia subaquática de um boto (golfinho) nadando em direção à câmera, com uma expressão curiosa. A água é de um tom azul cristalino, e feixes de luz solar penetram a superfície, iluminando o animal e o fundo do mar, que é composto de areia clara, manchas de vegetação marinha (algas) e pequenos peixes nadando ao fundo.

Classificado como “Em Perigo” pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), o boto-de-Lahille tem uma população global estimada em cerca de 330 indivíduos. Um número que torna cada avistamento — e cada esforço de preservação — algo verdadeiramente especial.

Entender quem é esse animal ajuda a compreender por que a cidade decidiu eternizá-lo em arte pública — e o que esse gesto revela sobre o lugar.

A nova escultura do Boto-de-Lahille: arte e memória na orla

Recém-inaugurada na orla do Cassino, a escultura de 2,7 metros em tamanho natural foi criada pelo artista Clair Colvara e é resultado de uma parceria entre a ONG Kaosa e o Museu Oceanográfico Prof. Eliézer de Carvalho Rios, da FURG. Com placa informativa sobre a espécie, o monumento é o primeiro de um conjunto previsto de cinco esculturas em pontos públicos de Rio Grande.

O projeto é liderado pelo oceanógrafo Pedro Fruet, que acompanha essa população há 50 anos: os pesquisadores querem que moradores e visitantes se apropriem da história desses botos. A prefeita Darlene Pereira, presente na inauguração, destacou que a escultura fortalece o trabalho conjunto entre academia, ONGs e poder público pela preservação ambiental. Um gesto que vai além do simbólico.

Na prática, o calçadão da Praia do Cassino ganhou um novo ponto de parada — para tirar fotos, aprender sobre a espécie e entender por que aquelas águas importam.

A escultura, além de turística, é educativa. E esse cuidado com o espaço público diz muito sobre o ambiente em que você vai viver.

Preservação e vida na Praia do Cassino

A escultura não é um gesto isolado. Ela integra décadas de conservação marinha — e transforma a identidade da Praia do Cassino em algo além de sol e areia.

O boto-de-Lahille é patrimônio natural e cultural de Rio Grande desde 2023, pela Lei Municipal nº 8.820. A praia é banhada pelo Atlântico, com águas limpas e fauna costeira diversificada — dos botos às água-vivas sazonais, passando por diversas espécies que fazem parte desse ecossistema vivo. O mar cuida de quem cuida dele.

Uma sala de estar aconchegante e bem iluminada pela luz do sol, com uma grande porta de vidro de correr que se abre para uma varanda. A vista da janela oferece um panorama deslumbrante de uma praia de areia clara e mar azul. O interior do ambiente possui piso de madeira, um sofá bege claro, um tapete de fibra natural, uma mesa de centro rústica de madeira com xícaras e um livro, além de plantas em vasos e quadros decorativos nas paredes brancas.

Para famílias que buscam qualidade de vida, isso tem peso concreto: significa uma orla monitorada, uma cidade comprometida com o ambiente e um espaço público que convida à contemplação e ao movimento.

Um convite às caminhadas em família

Imagine os seus pais saindo de casa pela manhã, caminhando pelo calçadão, parando diante do monumento do Boto-de-Lahille e respirando ar marinho com calma. Não há pressa. Só o horizonte, o vento e a história viva de uma cidade que respeita a natureza.

A Praia do Cassino oferece essa experiência com consistência — e isso vale muito na hora de escolher onde a família vai viver bem.

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Perguntas frequentes

O que é o Boto-de-Lahille?

É um golfinho endêmico do Atlântico Sul, classificado como “Em Perigo” pela IUCN. Cerca de 100 indivíduos vivem na orla de Rio Grande.

Onde fica a escultura do Boto-de-Lahille no Cassino?

O monumento está instalado na orla do balneário Cassino, em Rio Grande (RS). É o primeiro de um projeto que prevê cinco esculturas em pontos públicos.

A Praia do Cassino é mar ou lagoa?

É oceano. A Praia do Cassino é banhada pelo Atlântico Sul — não pela Lagoa dos Patos, que fica no estuário próximo à cidade.

Pode tomar banho na Praia do Cassino?

Sim. A Praia do Cassino é uma praia de mar aberto, própria para banho, com águas do Atlântico Sul e extensa faixa de areia.

Tem água-viva na Praia do Cassino?

Sim, de forma sazonal. Como qualquer praia oceânica, o Cassino pode registrar a presença de água-viva em determinadas épocas do ano.

Por que o Boto-de-Lahille é importante para Rio Grande?

Porque é o patrimônio natural e cultural do município desde 2023. A espécie representa a identidade marinha da cidade e é monitorada há mais de 50 anos por pesquisadores da FURG.

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